domingo, 25 de agosto de 2013

As aparências enganam


No mundo globalizado em que vivemos, em que redes sociais aproximam pessoas conhecidas e desconhecidas e onde tudo fica mais exposto e potencialmente elevado, é fácil afirmar que as aparências enganam, e enganam muito.
Vejamos o que acontece com a internet: um meio de comunicação, de informação e de muitas outras coisas, que veio para facilitar a vida das pessoas, mas que também tem seu revés.  Muita gente vive em função da imagem que vai passar na internet, com o comentário que vai fazer no Facebook ou com a foto que vai postar no Instagram. A vida que as pessoas querem mostrar que tem parece ser muito mais importante do que a que elas vivem de verdade.
É preciso mostrar que você foi naquele restaurante bacana, que você usa aquela roupa caríssima, que você tem silicone ou que o abdome tá rasgadinho. Não que seja problema frequentar restaurante bacana, usar roupas caras, ter silicone ou barriga de tanquinho. Problema é fazer isso só pra mostrar pros outros.
Todo mundo tem um momento de recalque em que olha o perfil de alguém e algo por dentro começa a corroer, de maneira incontrolável e inconsciente, muitas vezes, e de repente acha que sua vida é uma bosta. Vê aquele casal super apaixonado, feliz, com fotos e declarações de amor dignas de filme romântico e se pergunta se um dia irá viver algo no mínimo parecido – as vezes nem é tudo isso. Vê aquela pessoa que vive se lamentando, que acha que tem todos os problemas do mundo e  você tem vontade de dar um conselho ou mandar a pessoa ir se tratar, mas percebe que tem todos ou muitos daqueles problemas começa a se preocupar.
De repente um “amigo do Face” te chama no inbox e vocês começam a bater altos papos e você percebe que aquela pessoa tem um monte de nóias e questionamentos que você sempre teve e achava que era o único louco a pensar  todas aquelas coisas que já te tirou o sono várias noites seguidas.
Então você começa a observar as pessoas de uma forma geral, dentro e fora da internet, e percebe que assim como você, elas se comportam de diversas formas  e a vida delas nem sempre é o que elas divulgam. Assim como muita gente tem necessidade de manter sua vida exposta pra todo mundo ver, a quantidade de gente que quer saber da vida do outro é gigantesca, e isso por diversos motivos. Pode ser por simples curiosidade, por ser fofoqueira mesmo, por querer saber  se certas coisas só acontecem com ela ou se é comum à todos. Enfim, o fato é que é interessante saber o que se passa em tudo e em todos.
Uma vez que você conhece um pouquinho da vida do outro, enxerga  que nem tudo é o que parece. Portanto, tudo, absolutamente tudo que você pensa e  acha que só  acontece com você, esqueça. Você não está sozinho nessa. E a sensação de alívio e o risinho frouxo de canto de boca ao descobrir isso também é algo bastante normal diante das toneladas que você tira das costas.
O fato é que as aparências enganam. Nem todo amor é lindo, nem toda tristeza é tão profunda, as vezes muita alegria esconde certas coisas  e nem sempre - praticamente nunca – você é o único louco a pensar algo. Todo mundo pensa “isso só acontece comigo” ou “ será que só eu penso assim?”. 
 O que fazer? Desencane!

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