“Nem tanto, nem tão pouco” e “com você é oito ou oitenta”
são ditados usados para expressar atitudes radicais, extremistas, de algumas
pessoas. Isso sugere que o normal, ou que para se manter de maneira
politicamente correta na sociedade seja preciso estar em equilíbrio, numa posição de meio
termo, o que nem sempre significa ser a
melhor opção.
Mesmo que indiretamente, isso não deixa de refletir a já
conhecida zona de conforto, onde o famoso “time que tá ganhando não se mexe” reina.
Talvez pouco se pense que a situação mais desconfortável seja a de estar no
meio, justamente por não assumir posição alguma. Normalmente os dois extremos
são habitados por pessoas que sabem perfeitamente quem são, o que querem, o que
ganham e o que perdem por assumir tal posição.
Aí vem o desconfortável, provavelmente quem se encontra no meio
não quer estar num extremo e quer fazer parte do outro, o que pode gerar um
conflito absurdo até que o objetivo seja alcançado. Isso pode ser visto
facilmente quando falamos de posição social: o sujeito vive numa situação em
que não aceita, não gosta, ou seja, rejeita um extremo. Por outro lado é difícil
se encaixar no outro, pelas próprias dificuldades de trajeto e muitas vezes por
rejeição dos que já fazem parte dele. Então o que seria a zona de conforto,
facilmente aceito por todos, agradando a maior parte também, vira um conflito.
O pior conflito que se pode ter é consigo mesmo. Quando o
adversário está dentro da gente as brigas parecem não ter fim, os ataques nunca
são fortes o suficiente quanto seriam no outro e as consequências são bem maiores.
Uma característica para explicar o posicionamento escolhido,
independente de qual, talvez seja a liberdade de poder tê-lo. Será de fato,
liberdade? Acredito que livres mesmo, sejam os que assumem o lado e aguentam o
tranco das consequências, com uma ressalva para os que estão no meio do caminho
no processo de transição. Não para os que estacionam com o intuito de ter maior
aceitação – esse serão eternamente presos.
Existe a liberdade plena quando o meio em que se vive está
diretamente ligado ao interior de cada um.
A liberdade acontece de dentro pra fora, as vezes o material ainda não
está completo, livre e independente o suficiente, mas se o mental estiver, ai
pode se considerar no meio do caminho – no processo de transição.
Quem disse que os extremos são ruins? Aliás, o certo deveria
ser apenas, quem disse? “Quem disse?” pra tudo. A mudança de posição acontece
de maneira fisiológica, começa no cérebro, com um impulso, com um pensamento,
daí sim, o comando chega até o primeiro passo. Uma pessoa completamente
amarrada é capaz de fazer milhares de coisas, das mais simples até uma
revolução. Se o extremo for o caminho a ser trilhado, que seja. A cada metro
percorrido a leveza será mais facilmente sendo percebida, o peso dos padrões
ficarão no meio da estrada e no final das contas, você percebe que a distância
nem era tão grande assim.
“Liberdade acima de tudo, de bem com a vida de bem com o
mundo.”
Parabéns Gabi, me surpreendeu seu texto, bom saber que vc tem mais do que eu imaginava, continue nesse caminho...bjs
ResponderExcluirParabéns pelo texto primo! Após a leitura cheguei a conclusão que, realmente, liberdade é um estado de espírito!
ResponderExcluirBjão
legal!
ResponderExcluirQue bom que vocês estão acompanhando e gostando! Obrigado pelos comentários. A ideia é buscar evolução sempre, e acima de tudo, liberdade no que nos faz bem! =D
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