“Nós veremos o quão
importante é trazer para a mente humana a revolução radical. Essa crise, é uma
crise na consciência. Uma crise que não pode mais aceitar as velhas normas, os
velhos padrões, as antigas tradições. E, considerando o que o mundo é agora,
com toda miséria, conflito, brutalidade destrutiva, agressão e assim por
diante. O homem ainda é o mesmo de antes. Ainda é bruto, violento, agressivo,
acumulador, competitivo, e construiu uma sociedade nestes termos.” Krishnamurti
– Trecho do Zeitgeist Addendum.
As palavras citadas acima devem no mínimo chocar a quem tem acesso, mas nem
por isso deixam de fazer sentido. Quando algo forte assim é colocado de
encontro a nossa atitude, inconscientemente nos perguntamos: será que eu sou assim? Ou, quanto disso tem a
ver comigo? Talvez seja uma ousadia de minha parte, mas diria que muito. Tem
muito a ver com cada um de nós.
Vivemos numa sociedade extremamente agressiva, competitiva e nos recusamos a assumir tais características. Nos recusamos a assumir que dentro da gente existe o outro lado da moeda, existe o bichinho do mau, o passageiro sombrio.
Se pararmos pra observar, os fatos mais importantes do mundo aconteceram em decorrência de guerras, até quando não houve um tiro sequer, era guerra. A sociedade foi sendo construída em cima desses valores e as pessoas não faziam nada pra mudar isso, hoje vivemos esse reflexo. O que antes era luta por territórios, hoje é luta por posicionamento, status, classe, ser melhor que o outro.
Existem milhares de pensamentos que não controlamos e muitas vezes eles são contraditórios a nossa filosofia de vida, ao nosso modo de agir. Isso leva a crer que, é possível, que em algum momento haja prazer na violência, no ímpeto, na atitude instintiva, que é como o combustível e fogo quando se misturam. Após a combustão, o cérebro volta a funcionar normalmente e se percebe que o tiro saiu pela culatra.
A linha entre o bem e o mau é tênue. Num estalar de dedos os ânimos se exaltam e as pessoas saem de um estado e vão para outro, a expressão e atitudes mudam, sendo quase que irreconhecíveis.
As pessoas não imaginam o quanto podem ser agressivas e violentas até acontecer alguma situação com algum parente próximo, alguém que a gente ama. Na mesma hora aflora o instinto do homem das cavernas, a já conhecida filosofia “olho por olho, dente por dente” e entendemos que tudo é questão de oportunidade.
Quantos de nós não já ouvimos alguém falar: “quando eu sou bom, eu sou bom. Mas quando eu sou mau, sou melhor ainda”? Impossível não identificar o prazer embutido nessa frase. Mesmo que momentaneamente, ser dessa maneira, está gerando uma carga energética muito grande de prazer em cometer algum ato violento ou agressivo. Quando o jornal mostra algum ladrão, roubando uma mulher ou idoso, qual a primeira atitude de um homem? “ rapaz, se eu pego eu encho de porrada” – sem nenhum tipo de preocupação ou remorso.
Vamos analisar a explosão do MMA , principalmente pelo UFC. Existem os que defendem que é agressivo – por ter contato direto - mas não violento, levando em consideração que é um esporte, existe preparo, treinamento para tal atividade. E existem os que falam que é agressivo, violento e pronto. Que eles vão com a intenção de machucar, de se matarem la dentro. Agora já paramos pra observar o quanto assistir uma luta gera prazer? O quanto vibramos quando a luta é “ trocação”, quando tem um nocaute espetacular com o cara caindo apagado por causa de um soco ou chute? Quando a luta é entre um brasileiro e um lutador de outro país, quantas vezes não nos pegamos falando “ vai, bate nele, quebra a cara dele, derruba” e outras coisas mais. Olha aí a violência gerando prazer nas pessoas!
A verdade é que a agressividade está presente em todos nós, e até um certo ponto deve estar mesmo. Não a agressividade como significado do dicionário, e sim pelo que ela gera: o ímpeto, o instinto mais aflorado, a atitude com a carga de energia elevada. Que quando canalizados para o bem, possibilita ter benefícios e vantagens que podem nos levar a fazer coisas na qual precisam de um pouco mais de coragem e ousadia .
É muito importante que se tenha em mente as palavras de krishnamurti e pensar em que valores queremos e devemos deixar para as próximas gerações. Entendemos os anseios do mundo atual, que competitividade faz parte do trabalho, que lucros são desejados, e que o mundo hoje é violento; que talvez um mecanismo de defesa inconsciente seja a própria violência, mas não queremos perpetuar mais isso. Não é esse legado que queremos deixar para os que virão.
O histórico de violência já é muito grande e as perdas são inúmeras. Precisamos de um trabalho de base, onde a compreensão desses fatos, e o quão importante são, sejam permeados desde cedo, para que aos poucos em vez de sermos produtos do meio, passemos a construir um meio melhor.
Compaixão, igualdade, paz, compreensão fazem parte de um legado que a partir do momento em que for deixado, a humanidade agradecerá pra sempre.
Estamos de volta ao necessário clichê. Precisamos nos mudar primeiro, para que o mundo veja essa mudança. É preciso que haja uma (r)evolução na consciência, e que os valores estejam na frente dos bens materiais, o amor na frente do ódio, e a paz na frente na violência. Dessa forma será mais fácil enfrentar as dificuldades habituais da vida, ver pessoas mais felizes e uma sociedade mais justa.
Vivemos numa sociedade extremamente agressiva, competitiva e nos recusamos a assumir tais características. Nos recusamos a assumir que dentro da gente existe o outro lado da moeda, existe o bichinho do mau, o passageiro sombrio.
Se pararmos pra observar, os fatos mais importantes do mundo aconteceram em decorrência de guerras, até quando não houve um tiro sequer, era guerra. A sociedade foi sendo construída em cima desses valores e as pessoas não faziam nada pra mudar isso, hoje vivemos esse reflexo. O que antes era luta por territórios, hoje é luta por posicionamento, status, classe, ser melhor que o outro.
Existem milhares de pensamentos que não controlamos e muitas vezes eles são contraditórios a nossa filosofia de vida, ao nosso modo de agir. Isso leva a crer que, é possível, que em algum momento haja prazer na violência, no ímpeto, na atitude instintiva, que é como o combustível e fogo quando se misturam. Após a combustão, o cérebro volta a funcionar normalmente e se percebe que o tiro saiu pela culatra.
A linha entre o bem e o mau é tênue. Num estalar de dedos os ânimos se exaltam e as pessoas saem de um estado e vão para outro, a expressão e atitudes mudam, sendo quase que irreconhecíveis.
As pessoas não imaginam o quanto podem ser agressivas e violentas até acontecer alguma situação com algum parente próximo, alguém que a gente ama. Na mesma hora aflora o instinto do homem das cavernas, a já conhecida filosofia “olho por olho, dente por dente” e entendemos que tudo é questão de oportunidade.
Quantos de nós não já ouvimos alguém falar: “quando eu sou bom, eu sou bom. Mas quando eu sou mau, sou melhor ainda”? Impossível não identificar o prazer embutido nessa frase. Mesmo que momentaneamente, ser dessa maneira, está gerando uma carga energética muito grande de prazer em cometer algum ato violento ou agressivo. Quando o jornal mostra algum ladrão, roubando uma mulher ou idoso, qual a primeira atitude de um homem? “ rapaz, se eu pego eu encho de porrada” – sem nenhum tipo de preocupação ou remorso.
Vamos analisar a explosão do MMA , principalmente pelo UFC. Existem os que defendem que é agressivo – por ter contato direto - mas não violento, levando em consideração que é um esporte, existe preparo, treinamento para tal atividade. E existem os que falam que é agressivo, violento e pronto. Que eles vão com a intenção de machucar, de se matarem la dentro. Agora já paramos pra observar o quanto assistir uma luta gera prazer? O quanto vibramos quando a luta é “ trocação”, quando tem um nocaute espetacular com o cara caindo apagado por causa de um soco ou chute? Quando a luta é entre um brasileiro e um lutador de outro país, quantas vezes não nos pegamos falando “ vai, bate nele, quebra a cara dele, derruba” e outras coisas mais. Olha aí a violência gerando prazer nas pessoas!
A verdade é que a agressividade está presente em todos nós, e até um certo ponto deve estar mesmo. Não a agressividade como significado do dicionário, e sim pelo que ela gera: o ímpeto, o instinto mais aflorado, a atitude com a carga de energia elevada. Que quando canalizados para o bem, possibilita ter benefícios e vantagens que podem nos levar a fazer coisas na qual precisam de um pouco mais de coragem e ousadia .
É muito importante que se tenha em mente as palavras de krishnamurti e pensar em que valores queremos e devemos deixar para as próximas gerações. Entendemos os anseios do mundo atual, que competitividade faz parte do trabalho, que lucros são desejados, e que o mundo hoje é violento; que talvez um mecanismo de defesa inconsciente seja a própria violência, mas não queremos perpetuar mais isso. Não é esse legado que queremos deixar para os que virão.
O histórico de violência já é muito grande e as perdas são inúmeras. Precisamos de um trabalho de base, onde a compreensão desses fatos, e o quão importante são, sejam permeados desde cedo, para que aos poucos em vez de sermos produtos do meio, passemos a construir um meio melhor.
Compaixão, igualdade, paz, compreensão fazem parte de um legado que a partir do momento em que for deixado, a humanidade agradecerá pra sempre.
Estamos de volta ao necessário clichê. Precisamos nos mudar primeiro, para que o mundo veja essa mudança. É preciso que haja uma (r)evolução na consciência, e que os valores estejam na frente dos bens materiais, o amor na frente do ódio, e a paz na frente na violência. Dessa forma será mais fácil enfrentar as dificuldades habituais da vida, ver pessoas mais felizes e uma sociedade mais justa.
Verdade. Mas acredito que a sensação "boa" e de "poder" que sentimos ao dizer " - ah se eu pego um malandro desse, dava um monte de porrada" não está necessariamente ligada ao "prazer da violência", mas está ligada a sensações terceiras as quais tenho como exemplo a tranquilidade da sensação de justiça, ou a tranquilidade de ter a consciência de que você poderia se defender... Enfim! É isso. Abração !!
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