terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Por trás de uma confissão
Meu nome é Gabriel, tenho 25 anos e hoje resolvi expor algo que me sufoca há algum tempo. Comecei com isso na época da escola, era algo que não acontecia com tanta frequência mas eu me via tendo que dividir o tempo com as atividades de lazer.
A faculdade veio, e com ela, algumas idas e vindas, mas o tempo deixou claro que definitivamente a coisa tinha ficado mais séria. As vezes a carga é intensa demais, a vontade é maior do que a capacidade do cérebro absorver tudo, e, quando isso acontece normalmente é perceptível alguns sintomas como: dor nas vistas, dor de cabeça, insônia, a cabeça fica meio pesada e você passa a entender que se quiser manter isso em sua vida, é preciso ir devagar, respeitando o próprio tempo.
O que é inquestionável é que passa a ser um caminho sem volta, não se pode mais ser a mesma pessoa de antes, e conviver com isso é um verdadeiro processo. Em alguns momentos de picos, nos deparamos com uma vontade de jogar tudo pra cima, viver de uma maneira mais simples. Mas logo depois vem à mente as sensações deixadas e percebemos o quão difícil é conseguir abandonar esse vício.
É impressionante a capacidade adquirida de enxergar as coisas de outras maneiras, outros pontos de vista. A mente se abre. É como se conseguíssemos ir para fora do “problema”. Quando você consegue obter mais controle da situação, horários e intensidade, aí sim fica melhor; não sobrecarrega. Torna-se possível utilizar apenas o necessário pra cada momento.
O organismo se acostuma com rotinas, fica condicionado a certos padrões e quando algo novo entra em nossas vidas, é normal um choque, um período de adaptação para que se possa digerir o que aconteceu. Isso é uma luta interna e diária. Uma parte resiste ao novo hábito, e inconscientemente lembramos de coisas mais “confortáveis” para se fazer naquele momento. Porém, a outra parte está ávida pela novidade, funcionando a todo gás, faminta pelo que chega. É essa metade que deve nos impulsionar sempre. As consequências podem ser vistas já a curto prazo, e as de médio e longo são ainda melhores.
Sem nenhuma dúvida é possível dizer que é algo viciante, te completa, te faz uma pessoa melhor e mesmo que no início seja algo que cause um certo tumulto, você acaba gostando.
Por isso, quando te oferecerem um livro, um filme ou qualquer coisa que, mesmo você sabendo que vai te deixar completamente viciado pelo conhecimento, aceite. Sua vida nunca mais será a mesma, isso vai te transformar, você começar a agir e pensar de uma maneira desconhecida, vai começar a trocar atividades rotineiras - algumas altamente mecanizadas - por algo novo, que te proporciona prazer, satisfação, crescimento e o melhor, não vai precisar ficar contando os dias em que se deixou ser tomado pelo vício.
Não tenha medo. Pode oferecer pra seu amigo, irmão ou até mesmo um desconhecido que esteja ao seu lado.
O conhecimento transforma. Experimente! Você vai ficar amarradão.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Ahahahaa adorei! O livro eh um mundo paralelo. Entrar nele é se deixar levar por aquilo que encanta e hipnotiza. Viver aquilo ali é uma experiência única que, assim como você, eu também recomendo!
ResponderExcluirFaça o favor de não parar de ler nem de escreve, ainda mais agora que não sou mais seu professor e não tenho como puxar sua orelha, ou pegar no seu pé ou lhe punir (risos). Siga em frente, véi...
ResponderExcluirAgora o playboy é escritor de blog.. o mundo acabou em 2012 ! kkkkkkkkkkkkkkkkk
ResponderExcluirBons textos..